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O Plástico
Plástico é todo composto sintético ou natural que tem como ingrediente principal uma substância orgânica de elevado peso molecular. Em seu estado final é sólido, mas em determinada fase da fabricação pode comportar-se como fluido e adquirir outra forma. Em geral, os plásticos são materiais sintéticos obtidos por meio de fenômenos de polimerização ou multiplicação artificial dos átomos de carbono nas grandes correntes moleculares dos compostos orgânicos, derivados do petróleo ou de outras substâncias naturais. O nome plástico vem do grego plastikos, "maleável". Os polímeros, moléculas básicas dos plásticos, estão presentes em estado natural em algumas substâncias vegetais e animais como a borracha, a madeira e o couro. Há substâncias, como a celulose, que apesar de terem propriedades plásticas não se enquadram nessa categoria.

História
Substâncias elásticas extraídas de resinas naturais, como a da seringueira, já eram conhecidas em certas regiões da América, Oceania e Ásia em épocas primitivas.
Das crônicas de viajantes europeus medievais, como Marco Polo, constam relatos sobre a existência dessas substâncias, que foram introduzidas na Europa durante o Renascimento. Até o século XIX o aproveitamento desses materiais foi muito pequeno, mas o desenvolvimento da química permitiu seu aperfeiçoamento e o melhor aproveitamento de suas propriedades.

Em 1862 o inglês Alexander Parkes criou a parquesina, o primeiro plástico propriamente dito. Sete anos mais tarde John Wesley Hyatt descobriu um elemento de capital importância para o desenvolvimento da indústria dos plásticos: a celulóide. Tratava-se de um material fabricado a partir da celulose natural tratada com ácido nítrico e cânfora, substância cujos efeitos de plastificação foram muito usados em épocas posteriores.

A fabricação dos plásticos sintéticos teve início com a produção da baquelita, no início do século XX, e registrou um desenvolvimento acelerado a partir da década de 1920. O progresso da indústria acompanhou a evolução da química orgânica que, principalmente na Alemanha, permitiu o descobrimento de muitas substâncias novas.
Hermann Standinger comprovou em 1922 que a borracha se compunha de unidades moleculares repetidas, de grande tamanho, que passaram a ser chamadas de macromoléculas. Essa comprovação abriu caminho para a descoberta, antes da metade do século, dos poliestirenos, do vinil, das borrachas sintéticas e das poliuretanas e silicones, todos de amplo uso e obtidos a partir de matérias-primas vegetais e minerais. 

PEBD – Polietileno de Baixa Densidade

Ele foi obtido numa experiência do Dr. A. Michels, as I.C.I. (Imperial Chemical Industrial Ltd.) em 1933, quando pressurizava uma bomba a 3.000 atm ou 42.000 psi e ocorreu um vazamento. Na tentativa de retornar a pressão original, ele adicionou mais etileno ao sistema e notou a presença de pó ( polietileno). Constatou-se posteriormente que o oxigênio da atmosfera havia catalisado a reação.
Os resultados da experiência foram relatados em 1.934, por Fawcett e Gibson. A patente do processo pertence, desde 1.937 à Fawcett, Gibson, Perrin, Paton, Willians e I.C.I.
Esta foi a pioneira na produção do polietileno de baixa densidade, em 1939. A primeira aplicação do polietileno de baixa densidade foi nas indústrias elétricas, na fabricação de cabos submarinos e radares. Após a segunda guerra, o desenvolvimento do polietileno de baixa densidade orientou-se para a fabricação de filmes por extrusão, frascos, brinquedo, etc.
Um fato curioso deve ser salientado. Aproximadamente, a cada 20 anos, uma inovação importante no campo das olefinas tem ocorrido. Nos anos 30, a I.C.I. lança o polietileno de baixa densidade – PEBD; nos anos 50, o polietileno de alta densidade – PEAD, com os catalisadores organometálicos de Ziegler-Natta, é produzido; nos anos 70, a Union Carbide introduz o polietileno de baixa densidade linear – PELBD, com sua tecnologia de fase gasosa. Nos anos 90 Dow lança o novo elastômero de poliolefinas, Affinity e Engage, um dos primeiros desenvolvimentos da tecnologia Insite de catálise metalocênica.
Ao longo desta trajetória de desenvolvimentos, ocorreram outros importantes fatos, que indubitavelmente merecem destaque. O polietileno de muito baixa densidade (Very Low Density PE), com densidade entre 0,880 e 0,910 g/cc incluindo-se nesta classificação, o poliestileno de baixíssima densidade (Ultra Low density polyethylene). Estas resinas oferecem elevada flexibilidade disponível somente em materiais como o EVA – Etileno vinil acetato, o EEA – Etileno etil acrialato e o PVC – Cloreto de polivinila plastificado, aliada à rigidez e à ampla faixa de temperatura de processamento do PELBD. Além disso, esta resina exibe característica de soldagem e flexibilidade comparáveis aos copolímeros de EVA com 4 a 18% de VA (vinil acetato), mantendo as propriedades físicas do polietileno de muito baixa densidade.